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CLARIVATE ANALYTICS: Ciência potiguar em destaque

UFRN está entre as 15 universidades brasileiras com produções de maior impacto científico, conforme relatório da Clarivate Analytics, que analisa a qualidade das publicações nas principais revistas científicas

Qualidade das pesquisas desenvolvidas na UFRN atrai interesse da
comunidade científica internacional - Foto: Cícero Oliveira
Por Marina Gadelha

(AGECOM/UFRN) – “Não adianta produzir, tem de publicar”. Comum no ambiente acadêmico desde os bancos da graduação, essa frase se torna ainda mais presente nos cursos de pós-graduação das universidades, nos quais as pesquisas geram resultados importantes e que, portanto, merecem ampla divulgação para conhecimento da comunidade. As revistas científicas entram nesse contexto com o papel de compartilhar as produções dos pesquisadores em âmbito nacional e internacional, como forma de contribuir para as cooperações e o aproveitamento dos estudos no desenvolvimento de novas soluções.

Entre as milhares de publicações, algumas se destacam pela repercussão gerada na comunidade científica, que pode ser medida a partir da quantidade de citações em trabalhos de outros pesquisadores. A avaliação se estende às instituições nas quais as pesquisas foram desenvolvidas, de modo a identificar os lugares onde existem as produções de qualidade com maior impacto científico. Nesse quesito, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) assume a 13ª colocação entre as universidades brasileiras, conforme o relatório Research in Brazil: Funding Excellence, elaborado pela empresa Clarivate Analytics, que analisa a qualidade das publicações nas principais revistas científicas do mundo.

O levantamento levou em consideração a produção científica nacional entre 2013 e 2018 e foi realizado a pedido da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação (MEC). Em relação à UFRN, a produção está acima da média nacional nas áreas de Ciências Biológicas, Ciências Agrárias, Engenharias e Ciências Exatas e da Terra, com esta última também destacada nos índices de impacto de citações superiores em 43% à média internacional. De acordo com a pró-reitora de pesquisa da UFRN, Sibele Pergher, o resultado advém do trabalho de grupos de excelência existentes na universidade cujas pesquisas de alta qualidade alcançam relevância internacional.

Quando há excelência é mais fácil inovar, ditar caminhos e buscar recursos. Uma das estratégias para elevar esses índices é juntar os grupos de pesquisa em redes, focando em áreas temáticas, para formar outros grupos de excelência e continuar fortificando os que já existem”, afirma a professora, que aponta os laboratórios multiusuário como espaços para interação das diferentes áreas. A pró-reitora adjunta de Pesquisa, Elaine Gavioli, ressalta que a qualidade é mais importante que a quantidade, “pois significa visibilidade, interesse naquela informação produzida para aplicação. Se ela é citada, significa que é vista e compartilhada. É importante porque as pessoas se referenciam dessa informação”.

As publicações científicas estão concentradas principalmente nos programas de pós-graduação da universidade, nos quais grande parte das pesquisas é desenvolvida. Segundo o pró-reitor de Pós-Graduação da UFRN, Rubens Maribondo, o alto impacto contribui para a cooperação internacional, já que a instituição passa a ser referência em algumas áreas de conhecimento, assim como facilita a aprovação junto a órgãos de fomento nacional e internacional dos projetos de pesquisa nas áreas de destaque. “O resultado é fruto do trabalho de 41 anos na pós-graduação. Ampliamos o número de programas, cursos de doutorado, bolsistas de produtividade, infraestrutura. Vamos chegar além se continuarmos na mesma linha, apoiando ciência de qualidade, não quantidade”, conclui. Atualmente a UFRN dispõe de 93 programas de pós-graduação, que representam 132 cursos. Destes, 42 possuem doutorado.

Para o reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo, o destaque da universidade reflete o esforço do planejamento institucional e de todas as pessoas envolvidas no apoio às pesquisas, entre estudantes, professores e servidores técnico-administrativos. “Isso tem feito com que a instituição tenha crescido em número de publicações e na qualidade destas, além do fortalecimento da atividade de inovação, que também é marca importante da UFRN em nível nacional”, adiciona. O gestor avalia que o levantamento atesta a relevância social das pesquisas, motivo pelo qual serão mantidas as estratégias para seu fortalecimento.

Pesquisas de qualidade
Entre os grupos de excelência na UFRN está o Laboratório de Propriedades Físicas e Materiais Cerâmicos (LaPFiMC), do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PPGCEM) - único da instituição que possui conceito máximo na avaliação da Capes. Nesse laboratório, são conduzidas pesquisas com materiais cerâmicos tradicionais e avançados, usados como matéria-prima para a criação, por exemplo, de tijolos a partir do resíduo da perfuração de petróleo e de outros resíduos cerâmicos, além de produtos regionais como a xelita e a manipueira - líquido extraído da mandioca. O conforto térmico dos produtos está em fase de testes e patentes nessa área estão em processo de desenvolvimento.

O trabalho do grupo já rendeu a conquista de uma carta-patente neste ano, recebida pelo coordenador do LaPFiMC, professor Wilson Acchar, juntamente com o pesquisador Eduardo Jorge Vidal Dutra, pelo invento de massas cerâmicas para pisos e revestimentos com adição de cinzas da casca do café. Outros pedidos de patentes foram depositados e aguardam a concessão pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), processo que demora uma média de oito anos. Leia mais...

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