AMBIENTE: Especialistas defendem uso de biocombustíveis e veículos elétricos para reduzir CO2

Projeto relatado pelo senador Jean Paul Prates estimula o uso de veículos elétricos no Brasil

Foto: Vinicius Borba
Representantes do Governo Federal e do setor elétrico nacional defenderam, nesta segunda-feira, 7 de outubro, o aperfeiçoamento do uso do combustível no país. Eles participaram de audiência pública no Senado que debateu o Projeto de Lei 454/2017, que estimula o uso de veículos elétricos e daqueles movidos exclusivamente por biocombustíveis.

O texto apresentado pelo senador Telmário Mota (Pros-RR) proíbe, a partir de 2060, a comercialização de veículos novos ligados a combustíveis fósseis no Brasil. A projeto estabelece ainda um escalonamento a partir de 2030.

A medida apresentada pelo parlamentar roraimense segue a tendência mundial. Países como França e Reino Unido estabeleceram que até 2040 deixarão de ser vendidos carros novos a diesel ou gasolina. Já na Noruega, o prazo fixado foi até 2025.

Segundo o relator da proposta, senador Jean Paul Prates (PT-RN), o país precisar criar mecanismos que incentive o uso veículos híbridos e conciliem a eletromobilidade com os biocombustíveis. “Vamos caminhar para o debate sobre a mobilidade sustentável e renovável. As nossas matrizes e fontes devem se mesclar para que façamos um uso ideal delas”, afirmou.


Setor


A comercialização de veículos híbridos e elétricos vem crescendo nos últimos anos no país. Dados divulgados pelo diretor de estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) vinculada ao Ministério de Minas e Energia, José Mauro Ferreira Coelho, apontam um crescimento no número de veículos elétricos no país nos próximos anos.

Os números mostram que até 2030, o Brasil terá 1 milhão de veículos elétricos. Em 2016, o país teve apenas 1.091 veículos licenciados. A tendência, até 2030, é de 180 mil por ano. 

Durante o debate, o presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), Ricardo Guggisberg, defendeu a criação de um plano nacional de eletromobilidade no país. “Todos os países que avançaram na eletromobilidade seguiram um conjunto coerente e consistente de medidas, em todos os níveis de governo, para atingir um duplo objetivo: reduzir as emissões dos gases do efeito estufa e cortar os poluentes atmosféricos das grandes cidades”, disse.
Assessoria de comunicação.

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