APROVADO: Indicação de Bolsonaro a PGR passou com folga no senado

A indicação de Bolsonaro para a PGR foi aprovada no Senado por 68 votos a 10. Aras sugeriu ‘correções’ à Lava Jato, comentou a indicação de Eduardo Bolsonaro e sobre Direitos Humanos

Foto: AP Photo/Eraldo Peres
(Yahoo) – Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) como novo titular da PGR (Procuradoria-Geral da República), Augusto Aras teve seu nome aprovado no plenário do Senado, na tarde desta quarta-feira (25), por 68 votos a 10, em votação secreta.

Em cerca de horas de sabatina, Aras disse que a Operação Lava Jato tem excessos e está passível de correções. "Toda e qualquer experiência nova traz também dificuldades [...] Sempre apontei os excessos, mas sempre defendi a Lava Jato, porque a Lava Jato não existe per se. A Lava Jato é o resultado de experiências anteriores, que não foram bem-sucedidas na via judiciária."

Na sabatina, Aras citou uma série de operações que antecederam a Lava Jato, como Satiagraha e Castelo de Areia. "Esse conjunto de experiências gerou um novo modelo, modelo esse passível de correções, e essas correções eu espero que possamos fazer juntos, não somente no plano interno do Ministério Público, mas com a contribuição de vossas excelências", disse o subprocurador.

Em relação ao colega Deltan, não há de se desconhecer o grande trabalho que ele fez em busca dos resultados que foram apresentados. Mas, talvez, se houvesse lá alguma cabeça branca e dissesse para ele e para os colegas jovens, como ele, que nós poderíamos ter feito tudo como ele fez, mas com menos holofote, com menos ribalta, com menos curso, posto de outra forma, nós poderíamos ter feito tudo do mesmo jeito", afirmou.

O subprocurador negou o tempo todo que haja corporativismo no Ministério Público e que não haja punição a seus quadros. Dallagnol é alvo de ação no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).

Aras tem dito que, embora seja um marco da atuação de procuradores no combate à corrupção, a Lava Jato não é a única operação em andamento no Ministério Público Federal e que, assim como as outras, ela tem de ser incorporada e prestar contas à Procuradoria.

Questionado se considerava a chegada dos militares ao poder, em 1964, um golpe, ele se esquivou e disse entender que houve um "endurecimento" e "cerceamento de liberdades" em 1968. Alguns senadores reagiram negativamente à resposta de Aras.

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