POLICIAL: Filho acusa Flordelis de envolvimento na morte do pastor

Em novo depoimento, filho de deputada e pastor diz que Flordelis e três irmãs estão envolvidas no crime. Rapaz afirma que ela colocava remédios na comida do pastor, e que fez “teatro” durante o velório de Anderson

Foto: Reprodução/Facebook.
Um dos filhos da deputada federal Flordelis (PSD-RJ) e do pastor Anderson do Carmo, assassinado no último domingo no portão de casa, em Niterói, revelou em depoimento que desconfia do envolvimento de Flordelis e outras três irmãs no crime.

Outros dois filhos de Anderson e da deputada, Flávio dos Santos, de 38, e Lucas dos Santos, de 18, permanecem presos. Flávio confessou ter dado 6 tiros no pastor, e apontou Lucas como responsável por comprar a pistola 9mm usada.

A oitiva do rapaz, que não teve o nome divulgado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), aponta para a possibilidade de que o crime tenha sido cometido em família e disse que Lucas recebeu uma proposta de uma das irmãs para matar Anderson por R$ 10 mil.

O jovem ouvido revelou aos policiais ainda que ele não ouviu discussão, barulho de carro ou moto em fuga no dia do crime. Após os tiros, ele diz que encontrou o irmão Flávio ao lado de Anderson, que já estava caído. Segundo ele, após o crime, a namorada de Flávio entregou o celular de Anderson para a deputada Flordelis.

Remédios na comida:
Ele aponta Flordelis, três irmãs, Lucas e Flávio como suspeitos de envolvimento no crime. De acordo com ele, a deputada disse a um de seus irmãos que “a hora de Anderson estava chegando” e que três filhas do casal e a própria deputada estariam colocando remédios na comida de Anderson, e que isso teria feito a saúde do pastor ficar comprometida.

Por fim, chamou de “teatro” o comportamento de Flordelis e dos suspeitos durante o velório de Anderson.

A execução:
Anderson foi executado com mais de 30 tiros de pistola nas costas, no peito, na genitália e nas pernas. Nada de valor foi levado da casa, o que fez a polícia descartar a hipótese de latrocínio. A maioria dos disparos foi feito à queima-roupa, mas a polícia técnica, não pode precisar o número exato de disparos.

Motivação:
O principal motivo apontado pela polícia para o crime é que os dois descobriram uma relação extraconjugal de Anderson.

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