OPINIÃO: A serpente de mil cabeças está chocando seus ovos

"Há uma preocupação planetária com a situação do Brasil em decorrência dos primeiros atos praticados pelo atual governo, que contaminam com o grão da intolerância e da violência as relações humanas"

Armas/Crédito: Tânia Rêgo | Agência Brasil
Por Paulo José Cunha

Outro dia ouvi um barbeiro dizer enquanto me aparava as madeixas que a solução mais rápida para a violência “é a polícia parar de prender e começar a matar esses bandidos, sem exceção”. – Mas como assim, pra que tanta violência? reagi. “Se quiserem completar a limpeza é só anular as penas de prisão, transformar tudo em pena de morte e ir executando aos poucos, até não sobrar nenhum”, respondeu, calmamente. E rindo.

Há uma preocupação planetária com a situação do Brasil em decorrência dos primeiros atos praticados pelo atual governo, que contaminam com o grão da intolerância e da violência as relações humanas no país que um dia já foi do samba, do carnaval e do futebol. Personalidades da estatura do moçambicano Mia Couto e do angolano José Eduardo Agualusa, expoentes da moderna literatura em língua portuguesa e exemplos de defesa dos direitos humanos, não escondem o temor com o que vem ocorrendo em terras de Vera Cruz.

Poucos são os especialistas dispostos a esmiuçar essa “perda de humanidade” que passamos a viver de uma hora pra outra. Pontualmente até que se ouviam manifestações como a do barbeiro, aqui e ali. Ultimamente estão virando a regra. Como se a violência e a intolerância tivessem de uma hora pra outra se normalizado.

Nenhuma mudança estrutural como a que vem ocorrendo nasce do acaso. É produto de um conjunto de condições que, combinadas, desaguam na deterioração dos índices de respeito e no apodrecimento da convivência pacífica e até amistosa que imperava até outro dia. CONTINUE LENDO...
Nota: matéria acima não representa necessariamente a opinião do blog.

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