LIVRO ALERTA: Oligarquias Alves e Maia podem chegar aos 80 anos no poder caso Zenaide e Garibaldi sejam senadores

Por Ana Alice
Estudante de Jornalismo

Fruto da dissertação de mestrado do cientista político Robson Carvalho, o livro “Família e Política no RN: Alves, Maia e o Suporte no Senado”, lançado há uma semana, repercute nos meios políticos. A obra narra em detalhes como, há mais de setenta anos, dois grupos familiares, os Alves e os Maia, têm ocupado, continuamente, importantes espaços de poder no Rio Grande do Norte. O tema é atual porque há dois candidatos ao Senado nesta eleição, Garibaldi Alves e Zenaide Maia, disputando o Senado.

De acordo com o autor do livro, nem mesmo nos períodos da Colônia, Império, ou em fases anteriores da República, nenhum outro grupo político foi tão longevo como os Alves e Maia. De uma forma subliminar, a obra traz uma reflexão atual, pois caso os Alves e os Maia se elejam de novo para o Senado Federal, através de Garibaldi e Zenaide, as duas oligarquias podem prorrogar a estadia no poder de 70 para quase 80 anos, visto que o mandato de Senador será de 8 anos. Além de Garibaldi e Zenaide, as famílias também possuem candidaturas múltiplas como João Maia (irmão de Zenaide), Mada Maia (filha de Zenaide), Carlos Eduardo (primo de Garibaldi), Felipe Alves (sobrinho de Garibaldi).

“Quem são essas famílias? O que fazem para se manter no poder há mais de sete décadas? Como "chegaram lá"? O que acontece com os que exercem o poder sem sobrenome "Alves" ou "Maia"?”. Todas estas são perguntas respondidas de uma forma magistral pelo livro de Robson Carvalho. À luz do realismo de Maquiavel, esse livro desnuda suas origens históricas, bases de formação e estratégias escolhidas e analisa os principais meios e os diversos instrumentos utilizados por essas famílias para permanecerem no poder ao longo do tempo, destacando dois deles: emendas parlamentares e financiamento de campanhas eleitorais”, destaca o autor da obra.

Robson Carvalho narra ainda que estes grupos deixaram herdeiros de antigas práticas como patrimonialismo, nepotismo e assistencialismo, com o diferencial de terem se especializado na luta exitosa por espaços de poder.  “A sustentação política dos grupos familiares, explica Robson, se dá por meio das “suas” bases e instrumentos disponíveis, que se alimentam do controle de partidos, verbas de campanha eleitoral pública e privada e da distribuição de emendas parlamentares. Além disso, destacamos os cargos políticos municipais, estaduais e federais que ocupam ou nomeiam”, conclui.
Transparência Brasil

Comentários

Postagens mais visitadas