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PESQUISA: Exposição do museu câmara Cascudo une ciência e tecnologia e explica formas de vida do passado

A mostra Icnologia – A vida passou por aqui é uma realização do Museu Câmara 
Casdo em parceria com o Instituto Metropole Digital e está aberta a visitação  
Por Mickaelly Raiane

A Icnologia é um campo da Ciência que estuda os vestígios dos organismos, como meio para conhecer e entender melhor evidências sobre origem, comportamento e evolução dos seres vivos. Marcas como pegadas, ninhos, trilhas são exemplos dos achados analisados na Icnologia, que possibilitam aos pesquisadores traduzir o comportamento dos organismos que as produziram, embora, muitas vezes, não haja sobre aquele nem mesmo amostras fósseis.

No campo da Paleontologia, que estuda as formas de vidas a partir de seus fósseis, a Icnologia é um ramo muito importante, que auxilia no entendimento  da diversidade e evolução de animais e plantas.

O Museu Câmara Cascudo (MMC), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)  é uma unidade acadêmica voltada ao estudos das ciências naturais e humanas, que em suas atividades buscam integrar ciência, educação e cultura, por meio de pesquisas, ensino e arte.

Em geral, a unidade oferece atividades de extensão e de lazer, como cursos e exposições e, com o uso cada vez mais comum da inovação tecnológica, tem procurado, também, inserir a tecnologia nas suas práticas de pesquisa e de difusão do conhecimento.

Uma nova exposição montada no MCC, em parceria com o Instituto Metrópole Digital (IMD),  unindo Icnologia e Tecnologia apresenta ao público novidades sobre o acervo da casa. Como  o MMC possui uma importante coleção de icnofósseis, vestígios fossilizados de atividade biológica, os recursos tecnológicos, gerenciados pelo IMD, permitiram inovar e ampliar informações sobre, por exemplo, as pegadas de dinossauros oriundas da Bacia do Rio do Peixe, na Paraíba, datadas de milhões de anos, e que integram o acervo.

A exposição, Icnologia – A vida passou por aqui,  ocupa uma das salas do Museu e  é composta por parte do seu acervo paleontológico.  A aplicação da tecnologia permite ampliar o conhecimento sobre a Icnologia, e, também, entender sua importância para a compreensão da biodiversidade no passado e a sua evolução.

Segundo o professor Olavo Magalhães Bessa, vice diretor do MCC, existem duas situações que determinam a importância da mostra: “Uma situação é de natureza cultural, pois a exposição nos ensina que há uma forma de pensar, guiada pelos vestígios deixados pelos seres vivos. Outra situação é de natureza existencial, pois a Icnologia nos leva a refletir sobre aquilo que nossa experiência concreta do mundo deixa como registro”. 

As peças em exposição receberam um QR-Code que pode ser utilizado pelo 
visitante para ampliar as informações oferecidas
A novidade tecnológica que aguarda o visitante e que torna a experiência mais atrativa foi  desenvolvida pelo professor Bruno Santana da Silva, do IMD, que com o apoio de alunos bolsitas desenvolveu o Elo Digital, um sistema de QR CODE, que torna possível saber mais sobre os objetos expostos. O aplicativo se chama MCC-CODE e pode ser baixado para sistema Android no Google Play Store.

São diversas peças, cada uma com seu código QR-Code instalado.  O professor  Olavo Bessa explica que depois de baixar o aplicativo no smartphone, é fácil para o visitante utilizá-lo. E quem for ao museu para conhecer a exposição vai vivenciar uma experiência diferente das formas usuais. “O visitante chega ao museu, baixa o aplicativo e, quando aponta o celular para um dos QR-Codes dispostos na sala de exposição, obtém informações adicionais de forma bastante dinâmica”, informa.

Esse sistema, explica o vice diretor, já é adotado em muitos museus como forma complementar de informação. A inovação tecnológica, que em geral imprime mais agilidade e segurança, para o vice-diretor do MCC também “colabora na disseminação do conhecimento e promove a diversificação e democratização da informação”.

O museu inaugurou a exposição na Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura (Cientec), que ocorreu este ano, dentro da programação do aniversário de 60 anos da UFRN. O estande atraiu um grande público com a proposta de levar a realidade virtual para a apresentação, explorando formas de diálogo entre o ser humano, a natureza e as novas tecnologias. Agora, quem não teve a oportunidade de experimentar a novidade na Cientec, pode fazer isso visitando o MCC.

A exposição Icnologia – A vida passou por aqui está aberta à visitação de terça a sexta, das 8h30 às 18h, aos sábado e domingo, das 12h30 às 18h. Toda a programação do Museu Câmara Cascudo é gratuita. Mais informações sobre as exposições em cartaz podem ser obtidas por meio do site do MCC ou pela fanpage no Facebook.
Agência de Comunicação da UFRN

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