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SAÚDE: Pesquisa da UFRN busca voluntários para estabelecer valores de referenciado desempenho da musculatura da panturrilha

Método utilizado para obtenção dos valores é conhecido como teste de elevação do
calcanhar ou teste da ponta do pé/Crédito da foto: Igor Duarte

Por Igor Duarte

O estudo desenvolvido pela pesquisadora Karen de Medeiros Pondofe, estudante do Programa de Pós-graduação em Fisioterapia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), visa detectar valores de normalidade do desempenho da musculatura da panturrilha em adultos com idades entre 20 e 59 anos. O objetivo é estabelecer uma base de comparação em relação à função normal dessa musculatura em indivíduos que apresentem alguma condição clínica comprometida na panturrilha.

Intitulada Valores de referência do teste de elevação do calcanhar bipodal cadenciado externamente em adultos saudáveis: um estudo multicêntrico, a pesquisa pretende propor equações de predição do Teste de Elevação do Calcanhar cadenciado externamente (TECce) em adultos brasileiros saudáveis e determinar os valores de referência para essa população no Brasil. O trabalho é orientado pela professora Vanessa Resqueti com colaboração do professor Guilherme Fregonezi. “
Por meio dos valores obtidos nesta pesquisa, pode-se detectar doenças e lesões, prevenir complicações vasculares periféricas em membros inferiores, bem como ajudar nos tratamentos relacionados ao déficit de função da panturrilha”, explica Karen Pondofe.

O método utilizado para obtenção dos valores é conhecido como teste de elevação do calcanhar ou teste da ponta do pé que, segundo a pesquisadora, já existe mundialmente e detecta alterações vasculares na panturrilha ou lesões musculoesqueléticas. “
Às vezes as pessoas perguntam o que seriam valores de referência. Todo mundo que faz um exame de sangue, por exemplo, sabe que para sua glicemia ser considerada alta ou baixa há um valor de referência de normalidade ali. A ideia do estudo é essa: buscar os valores de referência dessa sequência de elevações”, ressalta.

Para estabelecer esses valores foi firmada uma parceria com a professora Danielle Pereira da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o professor Fernando Lavezzo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que se interessaram em participar para posteriormente dar continuidade nos estudos nas áreas em que atuam. Já há várias pesquisas relacionados ao tema e esses desdobramentos poderão ser melhor respondidos com os valores de normalidade. Por meio dos resultados o teste rápido e simples poderá ser aplicado em unidades básicas e prevenir complicações como insuficiência venosa crônica, doença arterial o sistema periférico.

Voluntários
O voluntário é submetido a uma simples avaliação e preenche um questionário em que são colhidos alguns dados pessoais. Em seguida, recebe orientações de como deve ser realizada a elevação do calcanhar sobre uma tábua de 3 cm de altura. O  teste é realizado com a repetição de elevação dos calcanhares de acordo com estímulos sonoros por meio de um metrônomo até o cansaço muscular máximo. “Existem várias formas de se aplicar esse teste e, neste protocolo, nós estamos estabelecendo uma elevação por segundo até a fadiga”, destaca Karen Pondofe. A partir dos resultados da pesquisa, a população se beneficiará com novos dados que poderão ser utilizados na prevenção de patologias e riscos que acometem os membros inferiores.
Segundo a pesquisadora, não podem participar do teste pessoas com obesidade e atletas, pois o condicionamento físico pode interferir no resultado.

Além disso, o voluntário não pode ter tido alguma complicação limitante da amplitude articular do tornozelo que o impeça de fazer a elevação do calcanhar. “Esses são os fatores excludentes da pesquisa. Não vamos confundir as pessoas que têm o hábito de frequentar academia com atletas pois, os frequentadores de academia em geral não possuem um condicionamento cardiorespiratório que vá afetar o teste. Consideramos atletas corredores, ciclistas e jogadores de futebol, por exemplo,” explica a pesquisadora.

A avaliação e o teste duram em média 30 minutos e são feitos por agendamento todas as terças, quintas e sextas-feiras à tarde no Laboratório Pneumocardiovascular de Fisioterapia no Campus Central da UFRN. Além de contribuir com a pesquisa, os voluntários são submetidos a um exame chamado Índice Pressórico Tornozelo-braço (ITB) para verificar se a circulação periférica  está normal e caso seja detectada alguma alteração serão encaminhados para um especialista. Os interessados em participar podem entrar em contato com a pesquisadora Karen Pondofe via WhatsApp no número (84) 9 9903-0064.
 
Agência de Comunicação da UFRN

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