CIÊNCIAS E A SAÚDE – ALEITAMENTO: Campanha agosto dourado abordada a importância da amamentação para o desenvolvimento do Bebê e a diminuição dos riscos a saúde

Fotos: Wallacy Medeiros
Por Evelin Monteiro

O primeiro gesto de amor e de vínculo entre mãe e filho: a amamentação, é mais uma vez alvo da campanha Agosto Douradodo Ministério da Saúde com apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Com o tema Todos Juntos pela Amamentação, a campanha está sendo realizada na Universidade Federal do Rio Grande do Norte pela Diretoria de Atenção à Saúde (DAS) e visa conscientizar mães, pais, juízes, entidades, profissionais da saúde, empresários, educadores e toda a sociedade no sentido de oferecer apoio ao ato de amamentar.

De acordo com a enfermeira da DAS Inamar Ferreira Gadelha, o leite materno é importante para o desenvolvimento de uma criança dos seis meses de vida até os dois anos de idade. Durante os seis primeiros meses, o bebê não necessita de nenhum outro alimento, visto que o leite é rico em água e nutrientes e possui anticorpos.

Crianças bem amamentadas correm menos riscos de contrair infecções e alergias como diarreias e doenças respiratórias. Além disso, o ato de amamentar favorece o desenvolvimento harmonioso da face e da fala do bebê, contribui para a formação de dentes saudáveis e estimula uma boa respiração. No futuro, as chances de sofrerem com asma, obesidade ou diabetes também são reduzidas.  Para as mães também há benefícios como a diminuição do sangramento após o parto, menor risco de anemia, diabetes, cânceres de mama, ovário e útero. Além disso, amamentar ajuda na recuperação do peso anterior à gravidez.

A servidora Saneiriany de Araújo comenta os benefícios que o leite materno trouxe ao filho quando recém-nascido. “Em apenas 28 dias, ele ganhou um quilo e cem gramas. Prova de que o leite materno supre a necessidade da criança”, comentou. Não existem alimentos prejudiciais à qualidade do leite, porém o abuso de alguns alimentos pode provocar cólicas ou alergias na criança. Segundo Inamar Gadelha, é indicado evitar cafeína, refrigerantes, chocolates, bebidas alcoólicas e também a automedicação.

Quem não pode amamentar?
Há alguns casos de doenças infecciosas em que a amamentação exige cuidados. Porém, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) reforça que nem todas as mães portadoras de doenças transmissíveis devem interromper o ato, principalmente nos seis primeiros meses de vida do bebê.

A SBP defende que é possível manter a amamentação mesmo em casos em que o vírus se aloja no leite materno a exemplo da zika, chicungunya, dengue e febre amarela, visto que, ao passar pelo estômago, as partículas virais sofrem a ação do próprio suco gástrico e enzimas, e assim, perdem o poder de infecção. "A orientação adequada nessas situações é fundamental para evitar o desmame ou a introdução desnecessária de suplementos lácteos ou complementos alimentares", alerta a SBP.

No Brasil, as mães portadoras do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) e do HTLV (Vírus T-linfotrópico Humano) são as únicas contra-indicadas a amamentar. Doenças como rubéola, caxumba, catapora, influenza do tipo 1, coqueluche, diarréia e tuberculose não apresentam o agente infeccioso no leite materno.

A tuberculose, por exemplo, é transmitida por gotículas respiratórias, como o espirro e a tosse. Nesse caso, além do uso de medicações, é recomendável que a mãe faça o isolamento respiratório com máscaras para evitar que o bebê seja infectado.

Para tratar de casos específicos sem interromper a amamentação, a mãe pode retirar o leite e oferecê-lo na forma crua. Pediatras recomendam a retirada de sete a oito vezes por dia, para manter a lactação e a produção do leite depois que a mãe estiver curada.

Para orientar profissionais da Saúde, o Departamento Científico de Aleitamento Materno da SBP criou um guia, disponível no site, onde propõe a interrupção ou manutenção do aleitamento apenas em casos específicos. Clique aqui para acessar o documento.

Gestante Ativa, Bebê Saudável 
Na UFRN, a Diretoria de Atenção à Saúde do Servidor (DAS), através da Coordenadoria de Atenção à Saúde (CAS), oferece, por meio do programa Gestante Ativa, Bebê Saudável, orientações sobre os cuidados na maternidade com o objetivo de contribuir para uma gestação saudável e um puerpério seguro. O programa é voltado para servidoras gestantes, cônjuges e avós.

De acordo com a enfermeira Fátima Gomes Rufino, o programa  possui uma equipe de profissionais da enfermagem, nutrição, psicologia e obstetrícia que, por meio de cursos, simulações e vídeos, orientam sobre atividades físicas, prevenção contra acidentes, necessidades nutricionais da mãe e do lactante. Durante o Agosto Dourado, materiais educativos cedidos pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap) estão sendo distribuídos na DAS com informações sobre a importância da amamentação.


As mães de primeira viagem geralmente têm muitas dúvidas e o programa me ensinou sobre os cuidados com o bebê e comigo mesma”, disse a servidora e técnica de enfermagem Aline dos Anjos, 38 anos, mãe de menina. “Ser mãe é realizador e os problemas se tornam mínimos porque eles preenchem todo o amor dentro da gente”, completou.

Para a doutoranda em engenharia química, Maitê Medeiros, 28 anos, mãe de um menino, o curso da DAS contribuiu inclusive para o lado emocional. “O contato com as profissionais e com as mães auxiliou na aprendizagem, pois a maioria das participantes tinha dúvidas em comum e compartilhamos muito juntas. 

Aprendemos muito sobre a saúde da gestante, vacinação, parto e segurança do bebê. Enfim, o curso serviu de embasamento para minha jornada como mãe”, assegura.

Agência de Comunicação da UFRN

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