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QUALIDADE DE VIDA: Campus vivo – A vida que despe os muros do Natal-Central

Mudanças que trazem cor, beleza e integração entre a escola e a cidade

“Um mundo sem muro”, em que o cinza do cimento foi colorido pelo sentimento de um verde vivo, assim é o Campus  Natal-Central agora, como bem definiu a aluna Magda Cristhiany Souza, do curso Técnico Subsequente em Edificações: “Achei lindo! Além do lado estético e da circulação do ar, passou a existir uma abertura, uma espécie de ligação entre o mundo lá fora e o IF aqui dentro. Antes, dava a sensação de que o IF era um mundo à parte, agora não”.

Agora sim, a avenida mais movimentada da capital está diferente, bela, ganhou um novo cenário que, além do asfalto, preencheu-se de um verde que muita gente ainda desconhecia. De acordo com Alexsandra Soares, que passa com frequência em frente ao Campus Natal-Central para levar a filha ao dentista, a mudança foi positiva: “Gostei muito! Ficou bonito e ventilado e a pessoa fica vendo a escola”.

O projeto que originou essas transformações e existe há mais de 5 anos nasceu exatamente para colocar em prática uma “cultura de pertencimento” que objetiva “integrar” a comunidade externa ao campus vivo, que é o Natal Central: “É o cruzamento de mais fluxo da cidade de Natal. Por isso, sob o aspecto humano, a primeira intenção foi levar qualidade de vida à comunidade, melhorando o clima, a umidade, o ar.  A ideia foi trazer a sociedade para o IFRN, através dessa interação com as pessoas que transitam, possibilitando a elas se comunicarem com o bosque. Fora isso, a grade é mais segura do que o muro exatamente porque expõe tudo que está acontecendo dentro da Instituição, e quem faz algo errado não quer ser visto”, enfatizou a arquiteta Érika Alcoforado.

De acordo com a arquiteta da Instituição, os muros da escola foram construídos há muitos anos e estavam bastante comprometidos: “Do ponto de vista de manutenção e segurança da estrutura em si, tínhamos um muro antigo, apenas de tijolos, sem ferragem, praticamente deteriorado por um formigueiro que tinha atingido 60% dele. Isso foi resultado da análise da equipe de segurança do trabalho. Há quase um ano, já havíamos adquirido essas grades, então, para reduzir custos, decidimos iniciar a obra com o pessoal de manutenção daqui mesmo, sem contratar ninguém de fora, aproveitando inclusive material já disponível em todos os campi do IFRN”.

Dessa maneira, o Campus Natal-Central, um dos espaços que foi pioneiro do Instituto Federal, ganhou um novo visual, mantendo a tradição de ser uma escola de vanguarda em ousadia e inovação: “A gente acabou embelezando a cidade. De certa maneira, é como se tivéssemos cultivado esse bosque por 50 anos e agora o estamos entregando para a cidade. Um verdadeiro presente para Natal, no ano de aniversário desse prédio”, definiu com satisfação o Diretor Geral do CNAT, professor Arnóbio de Araújo Filho.

De acordo com a arquiteta Érika Alcoforado, o projeto, que está sendo feito por etapas, e dentro do orçamento do Campus, prevê outras novidades para o bosque: “Haverá, entre outras atividades, espaço para arvorismo, casa verde (uma espécie de laboratório sustentável), jardim sensorial com lugar destinado à contemplação, mesas para piqueniques, trilha para caminhada, etc”.

E assim, pouco a pouco, o verde promete tomar conta da escola, dos passantes, alunos, professores e servidores. Com ele, um vento que traz paz, beleza e qualidade de vida.
Coordenação de Comunicação Social e Eventos

IFRN - Campus Natal-Central

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