"Era uma campanha só", diz delator sobre chapa Dilma-Temer

Por Talita Fernandes

O ex-diretor de Relações Institucionais do grupo JBS Ricardo Saud disse a procuradores da Lava Jato ter visto "uma única campanha" para presidente e vice-presidente.

Ao explicar como funcionavam as doações e os pagamentos de propina do grupo JBS às campanhas de 2014, Saud foi indagado por procuradores sobre a "unidade" do dinheiro de campanha.

PROCURADOR: "O senhor via uma campanha só ou senhor via duas?"
SAUD:"Como duas campanhas?"

PROCURADOR: "Duas campanhas: uma de vice-presidente e outra de presidente..."

SAUD: "Não, era uma campanha só, era uma campanha única. O dinheiro saia do PT e ia para o PMDB e do PMDB para o PT. Respondendo o senhor melhor, eles compraram o PMDB e faziam o que queriam com o PMDB. O PMDB pegava o dinheiro e também fazia como queria"

No mesmo diálogo, o delator narra a transferência de R$ 15 milhões de propina que eram de uma "conta-corrente" que o PT mantinha com a JBS e que foram transferidos para o PMDB a pedido de Temer.

CASSAÇÃO
O questionamento acontece às vésperas de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) julgar uma ação que pode resultar na cassação do presidente Michel Temer. A chapa formada por Dilma Rousseff e Temer responde junto à Justiça eleitoral a acusações de abuso de poder econômico e poder político.

Numa tentativa de evitar a perda do cargo, o peemedebista, que foi eleito como vice do PT, tenta se escorar numa tese jurídica de que ele se elegeu em uma conta separada de Dilma.

O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, marcou o julgamento para o dia 6 de junho. Diante das graves acusações que recaem sobre o governo Temer, a leitura de políticos é de que o clima de crise pode pesar no julgamento da Justiça eleitoral e resultar na cassação do peemedebista.

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