DESDOBRAMENTOS: Investigações poderão refletir nas eleições de 2018, diz cientista político

Senadores e deputados do Rio Grande do Norte das famílias Alves e Maia foram incluídos em inquérito que investiga escândalo da Lava Jato que tramita no STF

Senadores e deputados potiguares foram incluídos por ministro
do Supremo em inquérito da Lava Jato. Reprodução.
O cenário político do Rio Grande do Norte voltou a ficar agitado depois do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin ter autorizado a inclusão do nome de quatro parlamentares do Estado em um inquérito da Lava Jato que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). A autorização veio após pedido da Procuradoria-Geral da República, que atribuiu-os à delação do ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado.

Os parlamentares potiguares incluídos no inquérito foram os senadores Garibaldi Alves Filho (PMDB) e José Agripino Maia (DEM), além dos deputados federais Walter Alves (PMDB) e Felipe Maia (DEM). Segundo a delação de Machado, eles teriam recebido, juntos, algo em torno de R$ 1,25 milhão. O maior beneficiado teria sido o ex-governador Garibaldi, que recebera R$ 450 mil. Todos os valores foram através de doações oficiais.

Para o cientista político Daniel Menezes, a medida do ministro poderá impactar diretamente nos representantes do RN sob dois aspectos. “Primeiramente, pode ser que estes nomes sejam prejudicados nas eleições do ano que vem. A população pode lembrar destas acusações no momento do voto e buscar outra alternativa nas urnas. Neste caso, seria um reflexo mais a longo prazo”, declarou.

Daniel Menezes, cientista político. Reprodução.
A outra situação é que, na medida em que você coloca holofotes sobre esses políticos, é possível que eles passem a agir de forma mais aproximada da população em situações importantes como por exemplo as votações das reformas. Tanto é que vários deputados já mudaram o posicionamento na reforma da Previdência, segundo o levantamento publicado recentemente na imprensa nacional’, analisou.

Situação de Henrique Alves é a mais complicada”, avalia Menezes

Reprodução.Ex-ministro Henrique Eduardo
Alves (PMDB).
Outra medida anunciada pelo ministro Edson Fachin nesta quinta-feira foi a aprovação da solicitação de encaminhamento ao juiz federal Sergio Moro de todas as citações ao ex-deputado e ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB), no âmbito da Operação Lava Jato. Agora, caberá ao juiz analisar as informações do delator Sérgio Machado de que ele teria recebido propina via doação oficial de campanha.

Sobre o caso de Henrique, Daniel Menezes acredita tratar-se do mais complicado em virtude da quantidade de acusações que o ex-presidente da Câmara dos Deputados tem recebido nos últimos anos. Entretanto, ele prega cautela na hora de fazer uma análise. “É importante aguardar um pouco mais para saber de que forma a justiça vai tratar essas acusações contra ele”, afirmou.

Segundo a delação de Sergio Machado, Garibaldi Filho teria recebido propina de R$ 450 mil, enquanto que o democrata José Agripino teria sido beneficiado com R$ 300 mil. Os deputados federais Walter Alves e Felipe Maia podem ter recebido R$ 250 mil cada. Além dos potiguares, também foram incluídos no inquérito o senador Valdir Raupp (PMDB-TO) e os deputados Jandira Feghali (PC do B-RJ) e Luiz Sergio (PT-RJ).

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