CAMINHÁGUA: Projeto desenvolvido nas piscinas da UFRN melhora o condicionamento físico e minimiza efeitos de doenças

Trata-se de uma caminhada dentro da piscina, que beneficia
pessoas com Parkinson, Hipertensão Arterial, Artrose,
problemas com Varizes e circulatório.
Foto/Wallacy Medeiros.
Por Evelin Monteiro

O projeto de extensão Caminhágua desenvolvido na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) proporciona a melhora do condicionamento físico e o tratamento de doenças. Como o nome sugere, trata-se de uma caminhada dentro da piscina, que beneficia pessoas com Parkinson, Hipertensão Arterial, Artrose, problemas com Varizes e circulatórios.

A atividade ocorre no complexo esportivo da Universidade e foi idealizada há 15 anos pelo professor de educação física Raimundo Nonato, coordenador do projeto. "O nosso corpo precisa de alimento, movimento e alegria. Um corpo alegre, ativo e bem alimentado tem saúde", defende.

A movimentação dentro da água, proporciona um maior relaxamento do corpo e exercício para os membros inferiores e superiores. “Avaliamos possíveis problemas de saúde para realizar intervenções no sentido de minimizar ou até mesmo, curar efeitos de doenças”, diz o coordenador. Raimundo Nonato lembra uma das conquistas marcantes do projeto: a recuperação de uma participante que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e abandonou a cadeira de rodas com a ajuda dos exercícios.

Para a participante Severina Gomes Pereira, 79 anos, paciente de Parkinson, o projeto tem contribuído para minimizar os tremores das mãos e outros efeitos da doença “os exercícios são simples e eu faço muitos movimentos, principalmente com os braços e com as mãos. Não sinto tontura, não sinto tremor, nem vontade de vomitar. Nas férias foi horrível porque fiquei sem fazer e senti muito o impacto da doença. A água me ajuda em tudo, inclusive a viver”, detalha.

Inicialmente, o projeto atendia pessoas obesas, proporcionando um maior gasto calórico dentro da água. “Muitas vezes o diagnóstico aponta para cirurgias, mas conseguimos através da água, diminuir efeitos sem que o paciente sofra uma intervenção cirúrgica tão invasiva”, conta o coordenador.

Raimundo Nonato explica que dentro da água o peso específico de uma pessoa é menor. Com isso, pessoas que não conseguem caminhar com facilidade no dia-a-dia, fazem esse esforço de forma reduzida ao se deslocar dentro da piscina, trabalhando melhor os membros. Além de caminharem dentro da água, os participantes realizam exercícios de fortalecimento específicos que favorecem a musculatura dos braços e das pernas. LEIA MAIS...

Agência de Comunicação da UFRN 

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