O clima do nordeste brasileiro encontra-se numa transição de semiárido para árido

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A fartura d’água que presenciamos na semana passada deu uma trégua. O tempo voltou a ficar seco aqui no semiárido apodiense. O sol estar forte, o calor é intenso.

Essa realidade tem acompanhado o nordeste brasileiro nos últimos cinco anos. Um. No máximo dois dias de chuvas, seguidos por longos dias sem chover. Uma realidade com a qual passamos a conviver nos últimos cinco anos.

Uma pessoa que nasceu a cerca de oito ou dez anos, ainda não tem noção de como eram os períodos chuvosos em nossa região, num passado não muito distante, quando os polígonos das secas iam embora aqui do nordeste. O período invernoso no nordeste durava de três a quatro meses, com chuvas fartas e intensas quase que diariamente provocando fartura d´água, enchentes. Coisa que nunca mais presenciamos.

Inclusive, diante dessa realidade acredito que os estudiosos já poderiam começar a desenvolver a tese de que o clima do nordeste brasileiro está numa espécie de transição de semiárido (- O clima semiárido é seco e quente com chuvas em pouca quantidade, o índice pluviométrico anual fica em torno de 700 milímetros. As poucas chuvas se concentram entre os meses de janeiro a maio), para árido ou desértico (- Baixíssimo índice pluviométrico – chuvas – anual. Na média anual, regiões de clima desértico possuem índice de chuvas em torno de 200 mm).

Acredito que estudos mais consistentes com essa perspectiva já poderiam ser desenvolvidos pelos estudiosos do tempo que iriamos chegar a essa constatação. 

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