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LAVA JATO: Políticos tratam STF como portal da impunidade

Por Josias de Souza

Há dois tipos de encrencados na lava jato, os com fórum privilegiado e o resto. A diferença entre um e outro é que os políticos podem escolher o seu próprio caminho para o inferno.  E nenhum deles abdica da prerrogativa de ser processado no Supremo Tribunal Federal.

As estatísticas ajudam a explicar a razão:

Imagens reprodução.
A LAVA JATO DA NO STF:
Número de condenações: Nenhuma condenação;
Penas: Zero anos, meses e zero dias;
Investigações: São 109 investigados  dos quais, 42 são parlamentares. Muitas sob o mais absoluto sigilo.
Numero de Réus: Apenas 03 viraram réus;
Numero de julgados: Zero.

A LAVA JATO DA PRIMEIRA INSTÂNCIA (nas mãos do juiz Sérgio Moro):
Número de condenações: Já 126 condenações;
Penas: As penas somam 1307 anos, seis meses e 21 dias.
Numero de julgados: 126 julgados.

O novo relator da lava jato no STF, Edson Fachim, prometeu tratar os casos com celeridade. Não foi levado a sério.

Delatado na Odebrecht e sob o risco de ser enviado para a grelha de Curitiba, Moreira Franco foi promovido por Michel Temer a ministro de estado. Ganhou o escudo do STF nenhuma semana em que Sérgio Moro, de volta das férias, condenou mais seis réus. Entre eles, João Santana e Mônica Moura, o casal do marketing petista.

A nomeação de Moreira Franco para o ministério, independente de confirmação judicial, revela dois fatos. O primeiro é que Michel Temer, ele próprio citado, nas delações da Odebrecht, não tem a mais remota intensão de afastar auxiliares suspeitos ou investigados. Isso inclui o chefe da casa civil Eliseu Padilha.

A segunda evidencia é que o Supremo é visto como um portal para impunidade. Ministros do supremo atribuem a lentidão à procuradoria Geral da República. Seja como for, nenhuma revelação parece abalar a confiança e o prestígio dos detentores do fórum privilegiado.

Imaginou-se que o Brasil tivesse superado essa fase depois do julgamento do mensalão.

Comentários

  1. Parabéns professor por mostrar a verdade, no pais da corrupçao onde algumas pessoas fanáticas atacam a honra e o trabalho de um juiz correto, e defende corruptos.

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