CIÊNCIAS E A SAÚDE: Saúde Mental - Psicóloga orienta sobre a escolha do livro adequado para as crianças

Psicóloga Ana Livia
Por Magnos Alves

O comerciante Joaquim Anselmo costuma presentear o filho Paulo Henrique, hoje com 12 anos, com livros desde os 10 anos de idade. O incentivo ajudou a desenvolver o interesse da criança pela leitura e deve ser uma prática comum a todos os pais. Mas é preciso observar alguns detalhes na hora da escolha do livro para os pequenos.

A psicóloga Anna Lívia Soares, do Hapvida Saúde, explica que a escolha do livro depende da faixa etária da criança.

De acordo com Jean William Fritz Piaget, psicólogo suíço, quando a criança entra na fase dos 2 aos 7 anos, ela é muito visual e busca uma leitura mais ilustrativa, com livros coloridos e muitos desenhos. Anna Lívia observa que “muitas crianças não sabem ler e criam uma nova história a partir das figuras”, destaca.

Na hora da compra, é preciso prestar atenção na qualidade do livro, no conteúdo, nas ilustrações, no enredo da história, se é uma história confusa ou triste, ou se é alegre ou se pode influenciar de alguma forma na vida da criança.

Temas de terror, de violência, são exemplos de literatura não recomendáveis para crianças menores. “São temas que estão em desacordo com o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social da criança”, alerta a profissional.

O conteúdo de alguns livros pode influenciar de forma negativa na formação das crianças. Por isso, os pais devem conhecer primeiro o conteúdo. “Quando a criança lê algo que a deixa perturbada, que a faz perder o sono, é um tipo de comportamento sugestivo de ansiedade, de medos que podem estar associados a alguma leitura feita e, por isso, manifestou esses sintomas. Por isso, é de extrema importância que os pais precisem estar presentes e, aos poucos, irem desconstruindo esses sintomas da mente da criança. Podem evitar por meio da supervisão da leitura, fazendo uma leitura antecipada do livro para saber se é adequado, avaliar a reação da criança ao ler o livro com ela, bem como as fantasias que a criança traz no ato da leitura”, orienta a psicóloga.

A profissional acrescenta que, além dos pais, as próprias editoras dos livros deveriam ter mais cuidado com o conteúdo que disponibiliza para público infantil, levando em consideração todos esses aspectos sociais, culturais, éticos, religiosos, e a faixa etária da criança.

Assessoria de Imprensa

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