Líderes religiosos no Brasil fazem política com tanto descompromisso moral que passam a impressão de que Deus não merece existir

Reprodução.
Os principais políticos ou líderes religiosos identificados com o eleitorado evangélico, que se destacam no cenário político são Anthony Garotinho (PR), fiel da igreja Presbiteriana, Eduardo Cunha (PMDB), adepto da igreja Sara Nossa Terra e Silas Malafia, da Associação Vitória em Cristo, ligada à Assembleia de Deus.

Garotinho muito recentemente foi preso, na prisão, precisou ir ao hospital, na hora de voltar a prisão aprontou escândalos. Por enquanto responde suas pendencias judiciais em liberdade. Eduardo Cunha continua preso em Curitiba. E hoje, 16, somos surpreendidos com o renomado pastor Silas Malafaia sendo alvo de condução coercitiva na Operação Timóteo. Isso sem contar com outras situações. Por exemplo, pastor político gastando horrores em dinheiro com tantas fotos que não é todo pop star que gasta com fotos como ele gastou.

Garotinho está condenado à decadência política mesmo que se livre da acusação de chefiar um esquema de compra de votos na cidade de Campos dos Goytacazes. Quanto a Cunha, é provável que a Lava Jato o torne um ficha-suja, afastando-o das urnas. No tocante a Silas é cedo para comentar algo. Mas o que aconteceu hoje não foi nada legal para a imagem do evangelho.

Garotinho e Cunha se autoproclamam evangélicos desde a década de 1990. Silas Malafaia desde que me conheço por gente. Em tempos de campanhas, são auxiliados por uma legião de pastores espalhados por igrejas do Brasil, que fazem as vezes de cabos-eleitorais e por vezes transformam algumas igrejas em uma espécie de comitê.

Ex-aliados, Garotinho e Cunha tornaram-se inimigos políticos. Recentemente já vi situações onde um se refere ao outro como “ladrão”. Embora suas fichas indiquem que os dois talvez estejam certos, os líderes evangélicos que buscam novos talentos políticos não parecem preocupados com a debilidade ética. E Silas Malafaia? Já vi em ocasiões de eleições seus programas se transformarem em algo muito próximo a um programa eleitoral paralelo principalmente contrário ao PT.

É terrível a faceta alguns líderes religiosos brasileiros. E assim, arregimentando diversos outros pastores pelo Brasil, vão transformado certas igrejas em um negócio bom da política. E como uma igreja rende votos.

Pois, veja só; muitos desses cabos eleitorais que trabalham a política em prol do evangelho, usando a psicologia de massa, transformam negócios supostamente nada honesto em “uma vontade de Deus”. E na cabeça da maioria dos membros a palavra do Pastor é a verdade. São ensinados assim nas doutrina de suas igrejas. Deus não precisa de Dinheiro sujo  da politica senhores. 

Os irmãos – os fiéis, onde 90% deles lembram mais extremistas religiosos do que pessoas que buscam fazer uma leitura das reais intensões dos seus pastores quando o assunto é a política, caem de boca. Sem hesitar na vontade desses religiosos nada éticos. Pelo menos é que que se interpreta.

Enfim.  Os supostos representantes de Deus no Brasil fazem política com tanto descompromisso moral que às vezes nos passam a impressão de que Deus não merece existir. Que Deus me perdoe se lhe fiz alguma ofensa. Lamentável.

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