Diretor da Odebrecht fala sobre entrega de dinheiro em escritório de amigo de Temer

Reprodução.
O ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Claúdio Melo Filho denunciou a entrega de dinheiro em espécie no escritório do advogado José Yunes, um dos conselheiros mais próximos do presidente Michel Temer, durante a campanha eleitoral de 2014, de acordo com informações do jornal O Globo. Yunes foi tesoureiro do PMDB em São Paulo e, hoje, é assessor especial do presidente no Palácio do Planalto.

As cifras fariam parte de um repasse de R$ 10 milhões que Temer teria negociado com o ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht, numa reunião no Palácio do Jaburu, em 2012, dois meses depois do início da Operação Lava Jato. Essa não é a primeira vez que o nome de Yunes aparece na Lava Jato associado a supostas movimentações financeiras de Temer.

Indireta
Numa das perguntas endereçadas ao presidente, o ex-deputado Eduardo Cunha levanta suspeita sobre a relação entre os dois e um suposto caixa dois. “O sr. José Yunes recebeu alguma contribuição de campanha para alguma eleição de Vossa Excelência ou do PMDB, de forma oficial ou não declarada?”, indagou Cunha em pergunta a Temer no processo em que é acusado de receber propina para intermediar a venda de um campo seco de petróleo no Benin para a Petrobras.

O peemedebista é uma das testemunhas arroladas pela defesa do ex-deputado, que está preso em Curitiba. O juiz Sérgio Moro vetou esta e mais outras 20 perguntas do ex-deputado. A explicação é que as questões não relacionadas diretamente com o processo em curso contra o ex-deputado.

Melo Filho afirmou que, dos R$ 10 milhões acertados com Temer, R$ 6 milhões iriam para a campanha de Paulo Skaf, presidente da Fiesp e candidato do PMDB ao governo de São Paulo em 2014. Os outros R$ 4 milhões iriam para o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, responsável pela distribuição do dinheiro entre outras campanhas do partido.

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