IMPACTOS AMBIENTAIS: Equipes da Semarh e Idema avaliam danos causados por incêndio na Mata do Pilão

Foto: Assecom-RN
Com o objetivo de avaliar a situação pós-incêndio, identificar a extensão dos danos causados e iniciar o planejamento das ações de recuperação da área atingida, da Mata do Pilão, inserida na reserva ambiental da Área de Proteção Ambiental Estadual (APA) Piquiri-Una, na manhã desta quarta-feira (12), o secretário de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Mairton França, foi até a referida área, no município de Espírito Santo – acompanhado de sua equipe e da Defesa Civil – para fazer uma análise total do ocorrido.

Com relação ao abastecimento das nascentes, apesar da Defesa Civil ter detectado pontos que podem ter sido impactados com o ocorrido – o que só será comprovado após a avaliação do Idema – preliminarmente já está comprovado que não há riscos de suspensão de abastecimento de água nessa região. “Nenhuma das quatro nascentes próximas à região do incêndio foi prejudicada devido ao trabalho das Brigadas sobre as mesmas”, afirmou o secretário.

A coordenadoria de Meio Ambiente e Saneamento, da Semarh também esteve em campo fazendo todo georreferenciamento da área para elaborar, em conjunto com o Idema, o relatório final das áreas potencialmente atingidas. O resultado sairá das análises desta visita técnica e a partir da comparação de três imagens de satélite. Sendo essas imagens de antes, durante e após o incêndio. Em posse delas, será feito um estudo com geoprocessamento para se chegar à informação mais precisa da área que foi perdida.  

Recuperação da área
O diretor geral do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA), Rondinelle Oliveira também visitou as áreas afetadas pelo incêndio, acompanhado de membros da associação do assentamento onde se localiza a reserva legal da Mata do Pilão. De onde partirá as ações para a restauração da área.

Apesar da imagem deixada pelo fogo, ficamos otimistas com a constatação de que os espécimes lenhosos (arbustos e arvores) se mostram vivos, pois tem raízes profundas e o fogo se alastrou na sua maioria queimando a folhagem sobre o solo. Com isso, provavelmente, após as primeiras chuvas teremos esses indivíduos vegetais com nova folhagem. Quanto à fauna, também foi constatado que na área não houve perdas significativas, primeiro pela poligonal da área que ajudou os animais a se afugentarem e segundo, que não se constata cadáveres no local, fato ratificado pelos colaboradores que trabalharam no combate”, afirmou Rondinelli, que chegou a avaliar, ainda, o Vale que forma o Rio Catu e a Bacia Jacu, com suas vegetações totalmente preservadas.

Apurando a responsabilidade
A equipe do Idema registrou a queixa criminal no domingo (9), e a Polícia Civil já vai começar a investigação, caso seja apurada a responsabilidade de alguém, esta pessoa ou empresa será enquadrada na lei nº 9605, Lei dos Crimes Ambientais. Uma vez apurada a responsabilidade criminal, o responsável poderá ter uma pena de seis meses a três anos de detenção, além de pagar multa. E ainda será submetido a um processo administrativo, por parte do Idema, sendo obrigado a custear o plano de recuperação ambiental da área, dentro do princípio poluidor-pagador.
Assecom-RN

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