ESCÂNDALO DA SEMANA: A farra do forró

Reprodução.
...A delegada Doralucia Oliveira de Souza, que conduziu as investigações, discorda. “Os artistas são sócios, não são só empregados”, diz. “É muito complicado pensarmos que eles não tivessem consciência do que estava acontecendo ali.” No papel, os vocalistas dividem a propriedade do grupo com os empresários Carlos Aristides, Zequinha Aristides, Isaías Duarte e Claudio Melo. Recentemente, depois que Solange ameaçou seguir carreira solo, a cantora aumentou sua participação de 10% para 25% nos lucros, igualando o percentual de Xand, e os empresários ficaram com o restante.

O esquema descoberto pela PF funcionava através de contratos subfaturados de shows, eventos e vendas de CDs e DVDs. Os suspeitos combinavam o valor com o contratante, mas apenas de 20% a 50% do preço era pago pelas vias oficiais e declarado ao Fisco. O restante, de acordo com a investigação, era entregue em dinheiro vivo, pouco antes das apresentações.

No caso do Aviões do Forró, os valores ficavam na casa dos R$ 160 mil – entre os demais grupos, como o Solteirões do Forró, o cachê começava em R$ 50 mil. Cada uma das bandas faz, em média, 200 shows por ano. Isso significa que só o Aviões faturava R$ 32 milhões anuais em shows. Como até 80% do valor era escamoteado, a sonegação pode ter ultrapassado os R$ 25 milhões. A polícia também suspeita que os envolvidos lavavam dinheiro comprando imóveis e declarando valores menores do que os reais, para depois revendê-los pelo preço de mercado.

Além disso, promoviam intensa confusão patrimonial entre pessoas físicas e jurídicas para driblar a fiscalização. Se depender da “For All”, a farra acabou. LEIA A MATÉRIA NA ÍNTEGRA...

Comentários

  1. Parece que o professor Toinho começa a acreditar que a pilantragem e o crime fiscal correm frouxos nessas bandalheiras de forró.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

ABERRAÇÃO: Quem votou contra e quem votou a favor de mais desperdício de recursos públicos?

Diretora administrativa da maternidade Claudina Pinto pede demissão

EM TEMPO: Reunião da APAMI – As contradições do chefe do executivo

NOTA DE REPÚDIO AO PODER PÚBLICO MUNICIPAL DE APODI

Zelo pelo recurso público né? Sei!