Temer corta apenas metade dos ministérios prometidos

Reprodução.
Na última quinta-feira (11) o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, anunciou a recriação do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Com isso, o Governo Interino somará 27 ministérios, apenas cinco a menos do que a gestão anterior, da presidente afastada Dilma Rousseff. O número chama a atenção, devido ao tão propagado corte de ministérios, que atingiria dez pastas, não ter sido cumprido.


Segundo apuração do jornal O Globo, o Palácio do Planalto omite dois desses ministérios. Os retratos não aparecem na galeria dos ministros na página oficial do governo na internet. Ainda de acordo com a reportagem, o anúncio de que a AGU e o Banco Central deixariam de ser ministérios foi uma manobra para inaugurar o governo interino mostrando um número mais enxuto de pastas, passando a imagem de austeridade na máquina pública.

No entanto, além de mantê-los, Temer ainda devolveu o status de ministério ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e recriou o Ministério da Cultura, depois de sofrer pressões por tê-lo extinto. No final das contas, após idas e vindas, o saldo foi uma redução bem menor que o previsto e mais espaço para acomodar aliados do amplo espectro de partidos que decidiu apoiar o impeachment de Dilma.

A postura do presidente interino incomoda aliados como o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES). Ele critica a falta de pulso do governo Temer para conter a pressão de corporações e da classe política, tendo como mote a necessidade de aprovar o impeachment.

Ele alerta, entretanto, que isso não pode mais ser desculpa, pois o impeachment é um assunto liquidado. "Se o governo e o Congresso continuarem jogando para a frente as reformas estruturais, logo, logo os movimentos que foram para as ruas contra todo tipo de transgressão do governo Dilma e do PT estarão de volta. O povo não quer só um governo decente. Quer um governo eficiente. Esse não é um problema só do governo, é também da classe política em geral, do Congresso, que foi parceiro de todos os delírios do governo Dilma", disse Ferraço.

Comentários

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  2. Amigo, para estar chamando esse ou aquele de corrupto, sem a condenação da justiça, você tem que fazer uma conta do Google e se identificar. Identifique-se.

    Não posso assumir esses tipos de comentários. É isso que ocorre com os comentários anônimos que chama esse ou aquele de corrupto. Eu acabo assumindo.

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