Temer espera a aprovação do Impeachment para disparar medidas amargas em cima dos brasileiros

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A espera da confirmação do impeachment de Dilma no senado, o governo Temer passou a operar no modo pause.

Temer mantem no formo um conjunto de reforma estruturais e admite que essas medidas são urgentes. Reconhece que são providencias impopulares, amargas. Jura que não hesitará em adotá-las.

Mas adia tudo para depois da confirma do impeachment. Faz isso para evitar a formação de marolas.

Temer mantem o modo pause auxiliado por dois fatores: o mercado comprou a esperança vendida pelo governo Temer de que as coisas vão melhorar. Contribui para a formação dessa expectativa positiva permanência de Henrique Meireles no ministério da fazenda.

O segundo fato é o derretimento de Dilma Rousseff. Temer ficou muito animado com a última pesquisa Datafolha que informou que 50% dos brasileiros já preferem a permanência dele na presidência, em vez do retorno de Dilma.

No modo pause, a principal ferramenta do governo é a barriga. A equipe econômica tenha se programado para anunciar essa semana um contingenciamento, um bloqueio de gastos da ordem de R$ 20 bilhões.

O palácio do Planalto empurrou esse corte com a barriga. Alega que vai conseguir o dinheiro de alguma outra maneira. Corte de gastos: barriga; reforma da previdência: barriga. Reforma trabalhista: barriga.

Até a confirmação do impeachment o governo pretende usar um único elemento além do abdômen: o gogo.

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