REI DAS TRAPAÇAS: Para cientistas políticos, renúncia de Cunha é tentativa de salvar mandato

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Por Fabiana Maranhão e Flávio Costa

Para o cientista político Cláudio Gonçalves Couto, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a atitude do parlamentar foi uma "ação estratégica de perder os anéis para tentar salvar os dedos", fazendo alusão ao seu mandato que está ameaçado.

Cunha responde na Casa a um processo por quebra de decoro parlamentar, que pode resultar na sua cassação. Ele é acusado de ter mentido à extinta CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras, ao negar ter contas no exterior. No entanto, a Procuradoria-Geral da República confirmou a existência de contas na Suíça ligadas a Cunha e a seus parentes.

Membros do Conselho de Ética aprovaram parecer a favor da cassação. O caso está em análise na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a qual o deputado recorreu. Cunha perderá o mandato se ao menos 257 dos 513 deputados da Casa votarem no plenário pela sua cassação.

"Há muito tempo ele perdeu as condições de presidir, mas tem uma certa esperança em manter o mandato com esta renúncia", avalia o cientista político Carlos Pereira, professor da FGV no Rio de Janeiro.

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