Centro de Reabilitação Infantil entregue ao Aedes aegypti preocupa Sinmed

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Na manhã desta quarta-feira, 11, o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed RN), fez uma visita ao Centro de Reabilitação Infantil (CRI) em virtude de uma denúncia de que haveria na unidade sumidouros e focos do mosquito Aedes aegypti, o que constitui grande risco aos profissionais que atuam na unidade e aos pacientes.

Transformada em canteiro de obras a aproximadamente dois anos, a unidade que pertence ao governo do estado, deveria dar suporte as crianças portadoras de necessidades especiais, encontra-se em situação de precariedade. Entulho, poças d’água, fachada danificada e vários problemas de infiltração representam o reflexo do descaso com a unidade.

Dentro do prédio, fios elétricos expostos, infiltrações no teto e nas paredes mostram as dificuldades de infraestrutura para os profissionais que atuam no centro. O neuropediatra Arthur Vasconcelos, que atende na unidade, revela alguns dos problemas enfrentados. “Temos diversos focos de dengue aqui e diariamente convivemos com os mosquitos”, disse o médico mostrando sua mão alguns dos insetos capturados por ele na unidade.

O neuropediatra revelou ainda que casos de dengue entre os funcionários da unidade são comuns, inclusive uma das médicas foi acometida da febre Chikungunya e está com neurite (paralisia temporária) em um dos braços em decorrência da doença.

O médico conduziu a visita pelo centro onde podemos verificar diversos possíveis focos de mosquito, sobretudo sumidouros nos fundos do prédio, com muita água empoçada e lixo boiando no rio de água suja que se formou vindo da rua para os fundos da unidade.

No ginásio do CRI, aparentemente largado, cadeiras de rodas novas em meio a poças d’água ocupam o espaço que deveria ser destinado às crianças atendidas na unidade. Ao lado do ginásio a construção parada revela uma verdadeira piscina para os mosquitos, um risco não só para as pessoas que frequentam a unidade, como para toda a região do entorno ocupada por diversos outros órgãos públicos, como IBAMA, Hemocentro, Hospital João Machado, Funasa e o Parque das Dunas.

Com a falta de estrutura e o risco de ser picado pelo mosquito na própria unidade, algumas mães tomam cuidados reforçados quando precisam levar os filhos ao CRI. “Eu já passo repelente nela todos os dias, mas quando preciso vir aqui intensifico mais ainda. Há poucos dias tive Chikungunya e tenho a maior preocupação dela pegar também”, declara Rosangela Lima, mãe da jovem Paloma de 04 anos de idade.

Rosangela, que é da cidade de Nova Cruz, enfatiza ainda que além dos cuidados para evitar os mosquitos na unidade, tem de conviver com a falta de equipamentos para o atendimento da criança. “Faltam muitos equipamentos, e com isso não consigo fazer todos os exames que ela precisa. Muitas vezes venho pra cá e descubro que o equipamento para o exame está quebrado e não se sabe quando vão concertar”, denuncia.

A troca de diretor na unidade também foi questionada pelos funcionários durante a visita do Sinmed. De acordo com relatos, antes o cargo era ocupado por uma Diretora Técnica de competência comprovada e reconhecida pelos profissionais da unidade, que agora foi substituída por um novo diretor cuja indicação advém de natureza apenas política.

Como resultado da visita, o Sinmed RN estuda a possibilidade de realizar na unidade uma intervenção trabalhista. “Estamos vendo a possibilidade de realizar uma intervenção trabalhista, visto que os médicos da unidade estão trabalhando em situação de grande risco”, explica Geraldo Ferreira, presidente do sindicato.
Assessoria de Comunicação Sinmed

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