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SAÚDE: RN registra primeiro óbito por H1N1 em 2016; infectologista fala sobre formas de prevenção ao vírus Influenza

Infectologista Maria Alice Sena
Por Magnos Alves

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) confirmou o primeiro óbito causado pela gripe H1N1, que vitimou uma jovem de 15 anos, residente no município de Lagoa Nova, que deu entrada no hospital no dia 27 de fevereiro e faleceu no dia 10 de março.

Neste ano, foram registrados 13 casos suspeitos de H1N1 em todo o Rio Grande do Norte, sendo que a Sesap já descartou, até o momento, 4 casos.

A infectologista Maria Alice Sena, do Hapvida Saúde, alerta que a forma de contágio do vírus Influenza H1N1 é através do contato próximo com secreções respiratórios do indivíduo (gotículas) portador do vírus, através da tosse, espirro e durante a fala.

Veja abaixo outras informações sobre o vírus Influenza numa entrevista com a infectologista:
Qual a forma de contágio da H1N1?
A forma de contágio do vírus Influenza H1N1 é através do contato próximo com secreções respiratórios do indivíduo (gotículas) portador do vírus, através da tosse, espirro e durante a fala;

Qual a importância da vacinação? É dose única?
A vacinação é uma das medidas utilizadas para prevenção da doença, vez que pode ser administrada antes de possível exposição ao vírus. É feita em dose única, porém há necessidade de reforço anual para que sejam atualizadas as cepas do vírus disponibilizadas na vacina;

A vacinação garante 100% de imunização?
Considerando que cada pessoa reage de forma diferente aos estímulos, não podemos dizer que a vacina será 100% eficaz na totalidade dos indivíduos nos quais ela é administrada. A vacina é menos eficaz nos extremos de idade e em pessoas com comprometimento imunológico. Entretanto, sabe-se que a eficácia da vacina pode variar de 50-90%, na dependência da coincidência entre as cepas incluídas na vacina e as cepas circulantes do vírus.

A vacina funciona através da injeção de partículas do vírus capazes de induzir a resposta imunológica, sem desencadear sintomas da doença. Estima-se que haja redução em torno de 50% nas formas graves da doença pós vacinação.

Quais as formas de prevenção?
Evitar aglomerações em ambientes fechados. Isolar o paciente com suspeita ou diagnóstico da gripe H1N1, utilizando máscara para o contato direto com o mesmo e o orientando a lavar frequentemente as mãos, usar lenço cobrindo a boca e o nariz, ao tossir e espirrar e vacinação da população vulnerável.

Além dos grupos de risco, como crianças, idosos e agentes de saúde, quem pode se vacinar na rede pública?

A vacina é indicada para a prevenção primária contra o vírus e, portanto, deve ser administrada antes da exposição ao mesmo, vez que demora cerca de 15 dias para estimular a produção de imunidade.

Toda população pode ser vacinada. O Estado disponibiliza gratuitamente a vacina na rede pública para determinados grupos de mal vulnerabilidade (crianças de 6m a 2 anos, gestantes, puérperas, portadores de doenças crônicas, profissionais de saúde, população carcerária). A vacina também está disponível na rede privada para os indivíduos que não se enquadrarem nos pré-requisitos de uso na rede pública.

Como deve ser o contato com quem tem a doença?
Deve-se evitar, ao máximo, o contato próximo (menos de 1 metro) da pessoa portadora de influenza. Caso seja inevitável, deve-se utilizar máscara de barreira e efetuar a lavagem das mãos antes e após o contato com o doente. Caso haja exposição desprotegida, em indivíduos vulneráveis não vacinados ou vacinados há menos de 15 dias, depender do grau de risco, pode ser feito uso de medicamento antiviral, profilaticamente.
Assessoria hapvidas

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